{"id":4152,"date":"2019-06-24T12:07:45","date_gmt":"2019-06-24T12:07:45","guid":{"rendered":"http:\/\/poscardio.sites.uff.br\/?p=4152"},"modified":"2024-11-26T18:19:19","modified_gmt":"2024-11-26T18:19:19","slug":"ser-viuvo-ou-divorciado-e-fator-de-risco-para-homens-com-doencas-cardiacas-diz-estudo-jornal-extra-19-06-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/poscardio.uff.br\/?p=4152","title":{"rendered":"Ser vi\u00favo ou divorciado \u00e9 fator de risco para homens com doen\u00e7as card\u00edacas, diz estudo &#8211; Jornal Extra &#8211; 19\/06\/19"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"> <br><strong>Veja a seguir a entrevista que o Prof. Claudio Tinoco Mesquita, Coordenador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Cardiovasculares e diretor cient\u00edfico da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), concedeu ao Jornal Extra, na \u00faltima quarta-feira, sobre diferen\u00e7as nas taxas de mortalidade de homens e mulheres, em rela\u00e7\u00e3o ao estado civil. <\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p style=\"text-align:left\">Uma nova pesquisa da Universidade de Aston, na Inglaterra, encontrou grandes diferen\u00e7as nas taxas de mortalidade de&nbsp;<strong>homens<\/strong>&nbsp;e mulheres, particularmente em rela\u00e7\u00e3o ao estado civil, quando vivem com insufici\u00eancia card\u00edaca, fibrila\u00e7\u00e3o atrial (a forma mais comum de arritmia card\u00edaca) ou ap\u00f3s um&nbsp;<strong>infarto<\/strong>. Vi\u00favos que sofreram um&nbsp;<strong>ataque card\u00edaco<\/strong>&nbsp;s\u00e3o 11% mais propensos a morrer do que as mulheres que perderam seus c\u00f4njuges.<\/p>\n\n\n\n<p>Achados semelhantes foram encontrados entre homens <strong>vi\u00favos<\/strong>\u00a0com\u00a0<strong>insufici\u00eancia card\u00edaca<\/strong>\u00a0(10%) e\u00a0<strong>fibrila\u00e7\u00e3o atrial<\/strong>\u00a0(13%) em compara\u00e7\u00e3o com mulheres vi\u00favas e com as mesmas condi\u00e7\u00f5es. Homens\u00a0<strong>divorciados<\/strong>\u00a0com fibrila\u00e7\u00e3o atrial tinham 14% mais chance de morrer do que mulheres separadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O estudo aponta que existe este fen\u00f4meno, mas n\u00e3o explica o que acontece com os homens. As hip\u00f3teses, baseadas em outras pesquisas, \u00e9 que o homem tem menor autocuidado e segue menos as orienta\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher. Al\u00e9m disso, a tend\u00eancia de um homem divorciado ou vi\u00favo \u00e9 de passar a ter uma vida mais desregrada, com menos rotina do que quando era casado. Eles deixam de ter hora para comer, para fazer exerc\u00edcios f\u00edsicos e muitos passam a beber em excesso \u2014 comenta Claudio Tinoco, cardiologista e diretor cient\u00edfico da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/extra.globo.com\/noticias\/saude-e-ciencia\/exames-podem-prever-quem-vai-adoecer-23599317.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Leia mais: Exame pode prever quem vai sofrer de algum problema do cora\u00e7\u00e3o (clique aqui)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores analisaram mais de um milh\u00e3o de pessoas que foram internadas em hospitais no Norte da Inglaterra com um ataque card\u00edaco, insufici\u00eancia card\u00edaca ou fibrila\u00e7\u00e3o atrial entre 2000 e 2014. O tempo de amostragem do estudo possibilitou ver como estado civil ou o g\u00eanero podem afetar o risco de&nbsp;<strong>mortalidade<\/strong>&nbsp;a longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m descobriram que, entre os&nbsp;<strong>casados<\/strong>&nbsp;com fibrila\u00e7\u00e3o atrial, os homens tinham um risco 6% maior de morrer do que as mulheres. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem diferente para quem n\u00e3o \u00e9 casado. A equipe descobriu que homens&nbsp;<strong>solteiros<\/strong>&nbsp;com insufici\u00eancia card\u00edaca, na verdade, tinham um risco 13% menor de morte em compara\u00e7\u00e3o com mulheres solteiras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Resultado possibilita melhorar suporte<\/h2>\n\n\n\n<p>Rahul Potluri, l\u00edder do estudo e professor de Cardiologia na Escola de Medicina de Aston, espera que os resultados dessa pesquisa ajudem as equipes m\u00e9dicas a identificar quem precisa de apoio extra assim como melhorar a maneira como o suporte \u00e9 oferecido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Quando se trata de ajudar as pessoas a se recuperarem de um problema card\u00edaco com risco de morte, concentrar-se exclusivamente em seu problema m\u00e9dico n\u00e3o \u00e9 necessariamente o melhor resultado. \u00c9 importante analisar os cuidados hol\u00edsticos e explorar outros fatores, como sua rede de apoio \u2014 diz o especialista.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como proteger o cora\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Fazer atividade f\u00edsica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para manter o cora\u00e7\u00e3o protegido \u00e9 preciso fazer pelo menos 30 minutos de exerc\u00edcio moderado, cinco vezes por semana<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dormir bem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um sono reparador \u00e9 fundamental para a manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade. Durma de 7 a 8 horas por noite<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Evitar bebida em excesso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estudos associam o excesso de bebida alco\u00f3lica com sobrecarga card\u00edaca e maior chance de derrame<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Controlar a sa\u00fade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Evite comer alimentos gordurosos. Mantenha a glicose, o colesterol e o seu peso sob controle<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ter rotina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O corpo precisa ter rotina para funcionar bem, diminuir as chances de gerar ansiedade e sobrecarregar o cora\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tirar f\u00e9rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso parar. Pessoas que n\u00e3o tiram f\u00e9rias t\u00eam maior chance de desenvolver algum tipo de doen\u00e7a cardiovascular<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Buscar ajuda psicol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O luto enfrentado por pessoas que passam por um div\u00f3rcio ou perdem o conjugue afeta a sa\u00fade emocional e pode ser refletido no funcionamento do cora\u00e7\u00e3o. Homens, principalmente, tendem a achar que n\u00e3o precisam de nenhum tipo de ajuda para enfrentar situa\u00e7\u00f5es como estas<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Jornal Extra &#8211; 19\/06\/19<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Veja a seguir a entrevista que o Prof. Claudio Tinoco Mesquita, Coordenador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Cardiovasculares e diretor cient\u00edfico da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), concedeu ao Jornal Extra, na \u00faltima quarta-feira, sobre diferen\u00e7as nas taxas de mortalidade de homens e mulheres, em rela\u00e7\u00e3o ao estado civil. 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